31.5.08

Chupas ácidos

Alguém se lembra daqueles chupa-chupas que vinham cobertos dum pó ácido que nos faziam franzir a cara toda nos primeiros segundos antes de chegarmos ao doce propriamente dito? Os The Manhattan Love Suicides são mais ou menos assim. A fórmula não é nova: vozes suaves a cantar por cima duma muralha de distorção e feedback, mas resulta sempre. As guitarras aproximam-se mais dos Jesus and Mary Chain, mas a voz feminina leva tudo para mais perto dos Raveonettes.
Clusterfuck foi retirado do último EP da banda, com o mesmo título, e tem um vídeo deliciosamente gore, com um toque de Buñuel no melhor "slicing up eyeballs" desde Un Chien Andalou. Para ouvir muitas vezes, muito alto:

The Manhattan Love Suicides - Clusterfuck
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Também vale a pela ir ao MySpace da banda ouvir os temas dos outros álbuns e EPs da banda e ver o vídeo de Keep It Coming.

Por falar em Raveonettes, Sharin Foo, a vocalista/guitarrista/baixista da banda, está grávida e por ordens do médico tem de ficar em casa em vez de andar a dar concertos por aí. Solução: substituir Sharin pela irmã Louise, também ela ligada à cena musical de Copenhaga e realizadora do vídeo para Aly, Walk With Me.
É com esta formação alternativa que vão dar os restantes 9 concertos da digressão europeia (não, infelizmente não voltam a Portugal).

30.5.08

O benefício da dúvida

É difícil não ter ideias pré-concebidas acerca do álbum Anywhere I Lay My Head da Scarlett Johansson. O hype gerado antes do lançamento era tão grande que as expectativas estavam elevadíssimas, quer do lado dos que estavam à espera da oportunidade para fazer o discurso lá-porque-é- -actriz-e-bonita-não-quer-dizer-que-saiba-cantar, como se um falhanço fosse uma espécie de justiça divina pelo sucesso da carreira como actriz, quer do lado dos que estavam à espera de um álbum excelente porque- -se-é-bonita-e-canta-Tom-Waits-vai-ser-perfeito-de-certeza. O The Times inglês deu-lhe 1/5, o NME 8/10. Nenhum tem inteiramente razão...
A gravação do álbum contou com a participação de David Bowie, Nick Zinner (o guitarrista dos Yeah Yeah Yeahs), a grande maioria dos TV on the Radio (David Sitek também produziu o álbum) e a sequência das faixas foi escolhida por Ivo Watts-Russel (fundador da editora 4AD e dos This Mortal Coil). Com um elenco destes não é de estranhar que a música seja muito boa e que a voz de Scarlett Johansson seja mesmo o elo mais fraco, ainda que o resultado global seja bastante bom.

O vídeo do primeiro single, Falling Down pode ser visto aqui.

Dream of Life

O documentário Patti Smith: Dream of Life que foi exibido no IndieLisboa deste ano vai sair do circuito dos festivais de cinema (ganhou o prémio de Melhor Fotografia em Sundace) e passar para as salas americanas em Setembro. Não tenho grande esperança em vê-lo em exibição por cá, por isso resta-me ficar à espera do lançamento do respectivo DVD em 2009 para o poder rever (e conto fazê-lo por várias vezes).

Entretanto vai ser lançado em Agosto o livro que acompanha o filme, com entrevistas e fotografias da colecção particular de Patti Smith, e em Julho o CD The Coral Sea, que documenta os dois espectáculos que fez em colaboração com Kevin Shields, dos My Bloody Valentine.

O trailer do filme pode ser visto aqui.

(veio daqui)

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Cool Jazz Fest

Mais um festival. Desta feita é o Cool Jazz Fest, que este ano apresenta um cartaz cheio de 'grandes nomes' mas dos quais só dois ou três é que são de jazz mesmo...

Com o preço dos bilhetes a rondar os 30€ para cada concerto, duvido que vá ver alguma coisa, mas de qualquer forma destaco a Madeleine Peyroux, que já gravou quatro álbuns em nome próprio, fazendo versões de coisas tão diferentes como Leonard Cohen, Joni Mitchell, Tom Waits, Elliott Smith, Serge Gainsbourg e Bob Dylan. A comparação talvez seja ingrata, mas é inevitável: a voz é muito parecida com a da Billie Holiday.

Ficam aqui duas faixas do álbum Careless Love, de 2004: Dance Me to the End of Love de Leonard Cohen e Between the Bars de Elliott Smith:



Pelo Cool Jazz Fest também vão passar Kings of Convenience, Pink Martini, Herbie Hancock, Mayra Andrade, Caetano Veloso, Diana Krall, Ana Moura, Jorge Palma e Lizz Wright.

29.5.08

FMM Sines

Já foi publicado o cartaz completo do FMM Sines - Festival Músicas do Mundo de 2008. Este ano comemora-se o décimo aniversário do evento e a organização não fez por menos: 40 concertos ao longo de 10 dias, entre Sines e Porto Covo. A programação completa está no site oficial do festival, e embora não conheça a esmagadora maioria do que por lá vai, há três ou quatro coisas que tenho curiosidade de ver:

- Asha Bhosle
A rainha de Bollywood, figura lendária já com mais de 65 anos de carreira, cantou em mais de 950 filmes e tem mais de 12 mil (!) canções gravadas. Lembram-se de há uns tempos aparecer uma banda chamada Cornershop que fez sucesso com uma canção chamada Brimful of Asha? Era sobre ela que estavam a cantar...
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- Boom Pam
Kusturica meets Tarantino, surf-rock dos Balcãs, ou qualquer coisa desse género. Depois dos Gogol Bordello, prevê-se mais um encerramento de festival em grande, na praia de Sines
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- Dead Combo
Quase dispensam apresentações... Um gangster e um cangalheiro ligam o fado ao western.
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- Toubab Krewe
Cinco americanos decidem ir para África (Mali, Guiné Conakri, Costa do Marfim...) aprender música e acabam a tocar instrumentos tradicionais com feeling de rock. Ou então é ao contrário. Ou então são as duas coisas.
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- Firewater
Outro americano decide passar três anos a ver o que é que os EUA andavam a bombardear e vai de mochila às costas do Médio Oriente ao Sueste Asiático (passando obviamente pela Índia). Foi preso, raptado e drogado e quando volta para casa pega na sua banda e edita um álbum que mistura rock com aquilo que foi ouvindo pelo caminho. O resultado é uma espécie de Gogol Bordello mas sem o lado circense.
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E também por lá vão andar a Orchestra Baobab, os KTU, Asif Ali Khan & Party, os Antibalas...

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27.5.08

Sigur Rós

Não se fala de outra coisa... Os Sigur Rós deram novidades sobre o próximo álbum intitulado "með suð í eyrum við spilum endalaust", qualquer coisa como "com um zumbido nos ouvidos tocamos eternamente": é muito acústico, vai ter uma canção cantada em inglês e a capa é do fotógrafo americano Ryan McGinley.



Para além da capa, Ryan McGinley inspirou e colaborou com a banda no vídeo do primeiro single "Gobbledigook", apresentado hoje e disponível para donwload em www.sigurros.com. Aproveitem... Vai ser difícil vê-lo na televisão:

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Garanto que não é paranóia da minha parte por antecipação do concerto de amanhã, mas isto soa terrivelmente a Animal Collective, não soa?



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éme-pê-três

No documentário 'Introspective', que passou pelo IndieLisboa deste ano, falava-se entre muitas outras coisas da importância que a internet teve na divulgação de bandas que dificilmente chegariam a grandes públicos, e que deixaram de necessitar obrigatoriamente de uma editora que distribua a sua música. Daqui para os downloads ilegais foi um passo.

A conversa é recorrente, e não deve haver publicação musical e/ou blog que não tenha falado disto várias vezes nos últimos anos (e cá estou eu a cumprir a minha quota), mas foi bom ouvir artistas relativamente consagrados expôr as suas ideias sobre o assunto. Noel Gallagher dos Oasis defendia que já tinha dinheiro suficiente para não se preocupar com quebras de vendas e que de qualquer forma se em vez de 7 milhões de libras recebesse só 5 milhões, isso continuava a ser um monte de massa. Jeff Tweedy dos Wilco afirmava que preferia que alguém ouvisse a sua música sem pagar do que ficar sem a conhecer por não ter dinheiro para a comprar, e ao mesmo tempo desmontava o argumento de que 'fazer um download ilegal é o mesmo que ir à loja roubar um disco' porque quando se vai à loja roubar fica lá um disco a menos para vender, ao passo que quando se faz download de um álbum, a loja (e a editora) continua com o mesmo número de cópias para venda.

Os argumentos são vários e já foram várias vezes repetidos. Há mais alguns aqui, juntamente com as moradas de 6 blogs que regularmente oferecem links para download de álbuns completos, na sua maioria coisas que dificilmente se encontram nas lojas. A título de exemplo, num dos sites está disponível uma edição dos 'Sunburned Hand of Man' que foi lançada apenas em cassete, numa edição limitada de 200 cópias. Não sei se o download é legal ou ilegal, mas sei que a editora não espera de certeza fazer muito dinheiro com isto, que não é o mesmo que ir roubar a uma loja porque duvido muito que haja uma loja que a tenha à venda e que doutra forma nunca teria oportunidade de a ouvir...

Se tiverem interesse, tempo e paciência leiam este guia de sobrevivência para bandas emergentes e megastars escrito pelo David Byrne, que é uma excelente descrição dos vários tipos de contratos que por aí se praticam entre artistas e editoras, escrito por alguém que já passou por praticamente todos eles e que além disso é dono da sua própria editora, a Luaka Bop, e que por isso conhece bem os dois lados da história.
Dentro do mesmo tema, também vale a pena ler o texto "The problem with music" do lendário produtor Steve Albini, que explica muito bem a forma como um contrato com uma grande editora se pode transformar num pesadelo para uma banda em ascensão.

Vício do dia (ontem)

26.5.08

Scout Niblett

Sexta-feira, na Zé dos Bois, por apenas 8€...

Scout Niblett - Dinosaur Egg

25.5.08

Divine

O Sébastien Tellier não ganhou o Festival Eurovisão... Apesar do esforço, o fantástico coro, o carrinho de golfe, o casaco cintilante, o cachecol, a camisa aberta e a bola de praia com hélio (atenção ao minuto 1:10) não foram suficientes para convencer a malta. De qualquer forma ninguém lhe rouba o mérito de ser o concorrente com ar mais sebento dos últimos anos...

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Vício do dia

23.5.08

Agenda

'Wishlist' de concertos para a próxima semana:

2ª feira:
Cat Power, Coliseu
4ª feira:
Animal Collective + Atlas Sound, Lux
6ª feira:
Scout Niblett, Zé dos Bois
Toumani Diabaté, Culturgest
Young Marble Giants + Lightspeed Champion, Casa da Música
Sábado:
Vampire Weekend + These New Puritans, Casa da Música
Domingo:
Bill Callahan (Smog) + Alasdair Roberts, Santiago Alquimista

19.5.08

Festival Eurovisão da Canção

Qualquer dia volta a valer a pena ver o Festival Eurovisão da Canção... Depois de ter visto a canção inglesa levar uma tareia em 2006, o Morrissey perguntou porque é que não lhe tinham pedido para escrever uma canção e chegou inclusivamente a falar-se dele para cantar na edição de 2007. Depois disso foi a vez do Jarvis Cocker dizer que também gostava de escrever uma canção, provavelmente para 2008. Entretanto tanto um como o outro desistiram da ideia...

De qualquer forma, já está confirmada para este ano a participação de Sebastien Tellier pela França. O músico francês é o autor da belíssima 'La Ritournelle' - a que já chamaram 'Unfinished Sympathy parte II' mas eu não vou tão longe - e editou recentemente o álbum 'Sexuality' que tem a melhor ou a pior capa dos últimos anos, ainda não consegui decidir:





'Divine' é o primeiro single deste álbum, com capa a condizer, e é essa canção que vai levar à Eurovisão - ainda se discute se cantada em inglês ou francês - e tem um vídeo que só por si merece ganhar o festival, embora me pareça que o Eládio Clímaco não tem sentido de humor suficiente para isto...



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14.5.08

My Beloved Monster

A melhor valsa desde o 'Danúbio Azul'

Animal Collective - Peacebone


É já dia 28, no Lux...

Lisa Germano

Não foi por acaso que falei aqui da Lisa Germano. Foi ao ler a crítica do Fernando Magalhães do álbum que fiquei com vontade de o ir buscar à prateleira e ouvi-lo de novo. Se tiverem curiosidade, foi entretanto também publicada uma entrevista e a crítica a 'Geek The Girl', o álbum anterior a 'Excerpts from a Love Circus'.

Faz esta quinta-feira 3 anos que o Fernando Magalhães morreu, e felizmente alguém se tem dado ao trabalho de re-publicar os textos que escreveu no blog Poeira Cósmica, por isso se quiserem ler textos escritos por alguém que sabia o que estava a fazer, em vez disto, já sabem...

13.5.08

Yellow Submarine

"(...) I do like being involved in kid-friendly projects. Kids know what's going on. They always respond to The Beatles, for instance. Doesn't matter when they were born, they always seem to respond. Show me a kid who innately doesn't like The Beatles, and I'll show you a bad seed." - Mark Oliver Everett (aka Mr. E, dos Eels), "Things the grandchildren should know"

Foi exibido ontem o filme 'Yellow Submarine', integrado na Monstra. Não o fui ver, e há muitos anos que não o vejo, embora seja um daqueles filmes que quando era puto vi até gastar a cassete. Foi mais ou menos renegado pelos próprios Beatles (as vozes são imitadas por actores) que depois do fracasso do telefilme 'Magical Mystery Tour', mas a banda sonora tem algumas das coisas de que mais gosto na obra deles, e as animações do filme em si são excelentes, numa mistura entre imagens reais, fotografias coloridas artificialmente e desenhos animados 'clássicos', que criavam um mundo surreal e quase bidimensional, muito longe das produções Disney da época...



The Beatles - Eleanor Rigby (Yellow Submarine)

12.5.08

11.5.08

XFM

A propósito da XFM, de que falei no post anterior, é engraçado ir ao site oficial (que ainda está online, ao fim de 10 anos de inactividade) e ver a lista de Grupos / Bandas recomendados. Uma grande parte dos links já não funciona, mas é um óptimo "who's who" da música alternativa que por cá se ouvia em meados dos anos 90, e sempre dá para matar saudades...

Excerpts from a Love Circus

Foi há uns largos anos que descobri a Lisa Germano, na XFM. O álbum 'Excerpts from a Love Circus' tinha saído na altura e era uma das apostas fortes da rádio e lá fui comprá-lo, numa bela embalagem de cartão com o grafismo típico dos álbuns da 4AD da altura.
O Fernando Alvim escreveu no blog dele há uns dias qualquer coisa como 'há paixões que são como o McDonalds, sabemos que nos fazem mal mas não conseguimos evitá-las'. Este álbum é um bocadinho sobre isso, sobre o lado mais ou menos esquizofrénico de se gostar de alguém de quem na realidade não se devia gostar: "I hate you cause I love you / I need you cause I want to / Forget it it's a mystery / And i'm a little worried / ... / I don't want to hate you / I really want to love you / I liked it when you hurt me / Forget it it's a mystery" (Forget it it's a Mystery), de não se gostar de alguém mas não ser capaz de dizer: "He's happy cause i didn't say / What I think anyway / I can't tell him what I think / He's happy 'cause I said you look gorgeous / I wanted to say you suck" (We Suck) e de se estar tão absorvido consigo mesmo que não se consegue gostar de mais ninguém: "Did I ever think of you? / Did you ever think of me? / Probably not, with our heads in the clouds / The world revolves around you / But it revolves around me too / So how could we see the real one? / What a lonely life" (Small Heads).
É um álbum intimista, como são todos os álbums dela, mas intimista não tanto no sentido 'anda cá para eu te contar uma coisa' mas mais 'deixa-me estar aqui sozinha a falar com os meus botões', com três intrelúdios feitos de gravações dos seus dois gatos Dorothy e Miamo-Tutti (e de facto há qualquer coisa de terapêutico num gato a ronronar), tocado ou à guitarra ou ao piano, com o violino sempre a pairar por cima. Mais um para os dias de chuva que restam até ao Verão...

Site oficial

6.5.08

Bond theme

Já foi várias vezes confirmado e desmentido que a Amy Winehouse cantará o próximo 'Bond Theme', que seria composto por Mark Ronson. Parece-me boa ideia, mas depois do que fez na banda sonora da comédia noir 'A Perfect Place', acho que o Mike Patton é a escolha ideal...



Aqui fica o trailer da curta metragem:
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Scott Matthew

(a propósito dos 'Discos da Semana' do Nuno Galopim)

Conheci o Scott Matthew através da (óptima) banda sonora do filme 'Shortbus' - que embora tenha gostado muito não me atrevo a comentar, vejam por vocês mesmos, não vale a pena tentar explicá-lo - e desde essa altura que andava à espera que editasse o álbum de estreia. Saiu agora, mas confesso que ainda não o ouvi. Espero que não seja muito diferente disto:



Também há aqui um mini-concerto dele numa galeria de arte em Berlim.

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5.5.08

Waiting on Waits

O título do post não é meu, se bem me lembro é dum especial que a Radar fez há uns tempos sobre o Tom Waits, mas vem mais ou menos a propósito... Segundo parece a sua digressão europeia vai de Espanha a Dublin, e por isso é provável que não passe por cá, o que é uma pena e nos obriga a esperar mais uns tempos por um concerto dele.
De qualquer forma vale a pena ver a conferência de imprensa (e vê-la mesmo até ao fim):
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E se restarem dúvidas sobre o sentido de humor (e o talento) do homem, fica aqui "Hang Down Your Head", do concerto que deu para o programa Storytellers da VH1.

4.5.08

Coincidências

Enquanto via ontem o filme dos concertos que Lou Reed deu em Dezembro de 2006 e em que tocou na íntegra o álbum 'Berlin', reparei que no coro ao lado do Antony Hagerty estava alguém que me pareceu familiar. Nos créditos finais confirmei: era mesmo a Sharon Jones...

3.5.08

The Queen of Funk

Descobri a Sharon Jones e os Dap-Kings (obrigado Maria!) há algum tempo e confesso que nunca lhes tinha prestado a devida atenção, mas entretanto vi o vídeo do novo single dela, 'Tell me' e confirmei que de facto vale a pena ouvir com um bocadinho mais de atenção.
Por indicação dum saxofonista que a conhecia, Sharon Jones foi convidada por dois produtores da Desco Records para fazer 'backing vocals' num álbum de Lee Fields. A experiência correu suficientemente bem para que se tornasse colaboradora frequente, trabalhando durante quatro anos com os Soul Providers, a banda de estúdio da editora, lançando alguns singles em nome próprio e fazendo uma digressão internacional em 1999 cujas actuações lhe fizeram ganhar o título de 'queen of funk'.
Depois da desagregação da Desco Records em 2000 a maior parte dos Soul Providers continuou a acompanhar Sharon Jones e com a entrada de dois novos membros formaram-se os Dap-Kings. Em 2001 gravaram o seu primeiro álbum 'Dap Dippin’ with Sharon Jones & the Dap-Kings', lançado em 2002 pela recém-criada Daptone Records. Durante os três anos seguintes fizeram várias digressões e após algumas mudanças de pessoal gravaram 'Naturally', editado em 2005 e no Inverno de 2006 gravaram '100 Days, 100 Nights', lançado o ano passado.
Ainda em 2006 os Dap-Kings tiveram tempo de participar em grande parte das gravações de 'Back to Black' de Amy Winehouse (são eles quem se ouve em 'Rehab' e 'You Know I'm No Good', por exemplo) e foram a banda de suporte da sua digressão americana em 2007.
Em estúdio Sharon Jones & The Dap-Kings soam muito bem, mas de facto é ao vivo que merecem ser vistos:

Sharon Jones & The Dap-Kings - My Man Is a Mean Man / 100 Days, 100 Nights (Festival Coachella 2008)
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Sharon Jones & The Dap-Kings - Tell Me
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