16.11.09

This fool can die now



A kiss could've killed me,
If it were not for the rain.
A kiss could've killed me, baby
If it were not for rain.

And I had a feeling it was coming on
And I felt it coming for so long.

If I'm to be the fool,
Then so it be.
This fool can die now.
With a heart that soared.

I had it coming
For so long.

And darling take my hand,
And lead me through the dawn.
Let's kidnap each other,
And start singing our song,

'Cause my heart is charged now,
Oh it's dancing in my chest,
And I fly and not walk now,
From the spell in that kiss.

It could've...
It could've killed me.
It could've killed me,
If were not for the rain.

Oh darling let me dream
Cause somewhere in me
I have been waiting
So patiently for you.

So don't you break
Don't break my dreams.
Don't break my dream.

Let rain exalt us
As the night draws in.
Winds howl around us,
As we begin.

What a way to start a fire
Broken with the break of day.

A kiss could have killed me, baby.
If it were not for rain.

And I had a feeling it was coming on,
I felt it coming for so long.

It could've...
It could've killed me
It could've killed me
If it were not for the rain.

28.10.09

Pavement

Nove anos depois, os Pavement reúnem-se para uma última digressão e os indies trintões desde mundo passam-se da cabeça...

Por aqui a dúvida instala-se: 12 de Maio em Londres ou 27 de Maio em Barcelona?

Summer Babe


Cut Your Hair


Stereo


Shady Lane

28.9.09

There's Nothing Wrong With Love


O mui venerável Victor Afonso tem n' O Homem Que Sabia Demasiado uma série de posts chamada "Discos que mudam uma vida". Não serão os melhores discos, nem os preferidos, nem aqueles que se ouvem mais frequentemente - aliás se me puser a reparar bem oiço relativamente pouco os discos que me dizem mais, talvez por já os conhecer tão bem -, são os mais importantes, os que de facto fazem diferença, na altura em que os ouvimos pela primeira vez.

Vem isto a propósito de hoje ter voltado a um daqueles que é, indiscutivelmente, um dos "discos que mudou a minha vida": There's Nothing Wrong With Love, dos Built To Spill.

Dito assim parece exagero. Não me tornei noutra pessoa por tê-lo ouvido, não me aconteceu nada de extraordinário na altura em que o descobri, não me apaixonei nem namorei ao som dele, nem é daqueles discos que me transportam imediatamente para um sítio em particular (e há vários assim). Mas sem ele de certeza que teria sido mais difícil chegar aos Pavement, aos Guided By Voices e aos Yo La Tengo (por ordem crescente de importância) numa feliz troca de cassettes e CDs, e hoje era de certeza um tipo com gostos musicais diferentes se isto não me tivesse passado pelos tímpanos.

A culpa é da XFM que fez o (enorme) favor de passar mais ou menos frequentemente a faixa "Distopian Dream Girl", que embora não seja propriamente um dos melhores momentos do álbum tem um lado meio desajeitado e meio desafinado que me fez andar algum tempo à procura do disco, que finalmente encontrei na "oneoff" nas Amoreiras, algures lá para 1994/95, suponho eu...



Perfect from now on é o nome do álbum que se seguiu, mas - lá está - embora seja melhor, não é tão importante como este, por isso ninguém leva a mal se eu lhes trocar o título...

A seguir veio Keep It Like a Secret, provavelmente o álbum deles a que volto mais vezes, Live, Ancient Melodies of the Future, You In Reverse (um regresso ao fim de 5 anos de intervalo) e não tarda nada sai There Is No Enemy. A expectativa é grande (mas desnecessária).

Site oficial
MySpace

18.9.09

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Grouper @ Zé dos Bois, 12 de Novembro

17.9.09

Nova música _ Música nova _ Novos músicos

(post cruzado com o Olho de Vidro)


A Vera Marmelo inaugura hoje a sua exposição 'Nova música _ Música nova _ Novos músicos' no Museu da Música (Estação de Metro do Alto dos Moinhos), onde apresenta os seus últimos três anos de trabalho a acompanhar muita da nova música que se tem feito por cá.

Para além da exposição haverá - sempre às 22h - concertos de b fachada (hoje, dia 17-Set), Tiago Sousa (02-Out), Jónatas Pires (16-Out) e Tigrala (23-Out).

Sinto que as minhas fotografias foram crescendo e ganhando visibilidade ao mesmo ritmo que as pessoas que fotografo. Fui conhecendo mais pessoas, mais músicos e naturalmente aproximando-me, sem pudor, de estilos completamente diferentes mas que se unem pela vontade de fazer música. A minha ligação à merzbau e ao outfest alimenta esta vontade de dar a conhecer a música através das minhas imagens. No entanto... não há planos para o futuro como fotógrafa. Só continuar. Esta exposição surge duma vontade do museu em se aproximar do que tem sido feito pelos novos músicos portugueses. As escolhas tentam encontrar um equilíbrio entre os que tiveram visibilidade e aprovação pública e os que eu considero mais valiosos destes últimos 3 anos, tudo dentro do que acompanhei, é óbvio.

5.9.09

Terapia de grupo


Pela mão de Eilon Paz, um fotógrafo israelita, os coleccionadores compulsivos de vinil têm em Dust and Grooves um sítio onde podem conhecer outros viciados com o mesmo problema, relativizar o tamanho das suas colecções quando alguém lhes diz que têm discos a mais e invejar as colecções e raridades alheias.

Não se limitando a fotografar (muito bem) os crate diggers e respectivos espólios, Eilon Paz junta às fotografias uma entrevista com cada um deles, apresentando casos como os do especialista em hair metal (ao ponto de escrever um livro sobre o tema), o tipo que tem tudo (bom ou mau) da Capitol records e que organiza uma garage sale todas as semanas e respectivo cliente habitual, possuidor de um disco feito especificamente para ser dançado por deficientes motores, o coleccionador de gira-discos portáteis,


ou o pai que punha discos e dançava até perder o fôlego em frente ao berço do filho para o fazer rir, resultando num rapaz de sete anos cujo álbum preferido é In Sound From the Way Out! de Jean-Jacques Perrey & Gershon Kingsley (cuja capa e título foram homenageados 30 anos mais tarde pelos Beastie Boys)...


Seja pelas fotografias, seja pelas entrevistas, vale a pena a visita.

(via)